Regiões de confinamento de gado no Brasil: oportunidades, desafios e o que muda na prática
Já parou para pensar que o sucesso de um confinamento de gado não se resume apenas à dieta e a estrutura do negócio? A localização da fazenda tem um papel importante nos custos, na performance dos animais e na logística da operação. A partir do momento em que você sabe onde confinar, também sabe como produzir mais e melhor em uma situação de margens apertadas.
Hoje, as principais regiões de confinamento no Brasil concentram boa parte da produção intensiva, mas cada uma conta com características únicas, que podem ser uma vantagem ou um desafio.
Neste artigo, a PONTA vai mostrar quais são os polos mais relevantes do país, o que torna essas regiões atrativas e quais os principais desafios do confinamento em cada local. Ficou curioso para saber mais? Continue a leitura!
Onde se concentra o confinamento de gado no Brasil?
As regiões que são líderes em confinamento apresentam condições produtivas, infraestrutura logística e disponibilidade de insumos. Veja abaixo os principais polos da pecuária intensiva no Brasil.
Mato Grosso
Com mais de 2 milhões de cabeças confinadas, o estado é considerado líder quando o assunto é criação de bovinos em confinamento no país. Isso porque o Mato Grosso tem uma ótima oferta de grãos, integração lavoura-pecuária e grande volume de áreas produtivas, além de apresentar uma estrutura técnica sólida e presença de grandes confinamentos.
São Paulo
O estado mais populoso do Brasil conta com 1,34 milhão de cabeças bovinas confinadas. São Paulo é referência no setor, pois concentra operações como Campanelli, um dos grandes parceiros da Ponta, e Better Beef, os quais têm alta capacidade de engorda de bovinos.
As principais vantagens de São Paulo estão na logística (com acesso facilitado a portos, ferrovias e centros de consumo) e na mão de obra qualificada, além do foco em carne de qualidade e certificações.
Goiás
O estado de Goiás tem uma localização estratégica, boa infraestrutura e cerca de 1,1 milhão de cabeças confinadas. É uma das regiões de confinamento no Brasil com crescimento estruturado, que combina escala e acesso a mercados diversos.
Mato Grosso do Sul
Com quase 1 milhão de animais confinados, Mato Grosso do Sul destaca-se pelo equilíbrio entre tradição pecuária e investimento em tecnologia. A região tem bons acessos logísticos e proximidade com mercados do Sudeste e países do Mercosul.
Minas Gerais
O estado também entra nessa lista porque tem proximidade com centros consumidores e frigoríficos. Mesmo com um relevo desafiador, o confinamento de gado no estado progride com foco em protocolos de bem-estar e rastreabilidade.
Oportunidades para o confinamento de gado nas regiões do Brasil
O crescimento do confinamento de gado no Brasil está diretamente ligado ao aproveitamento inteligente das características regionais.
Em áreas como o Centro-Oeste, a integração lavoura-pecuária garante acesso fácil e abundante a insumos como milho e soja, o que diminui o custo da dieta e otimiza o planejamento alimentar.
Já nos estados do Sudeste, a proximidade com frigoríficos, portos e grandes centros consumidores possibilita maior agilidade no escoamento e valorização da arroba, favorecendo confinamentos voltados para carne premium.
Em expansão, regiões como o Norte se destacam pela oferta de terras com menor custo e maior incentivo à produção intensiva, enquanto o Sul utiliza o sistema como resposta aos períodos de estiagem, mantendo a produtividade mesmo com a limitação de pastagens.
Desafios de confinamento nas principais regiões do país
Por outro lado, mesmo com avanços na pecuária de corte, os desafios do confinamento ainda continuam e variam conforme o território.
Por exemplo, o Norte e Centro-Oeste exigem investimentos constantes em mão de obra e automação para aumentar a escala e manter os indicadores produtivos. No Sudeste e Sul, o relevo acidentado e o clima instável necessitam de mais atenção com ambiência, conforto animal e qualidade da água.
Também existem desafios logísticos, como é o caso do Mato Grosso e Pará que têm distâncias longas até os frigoríficos e portos. Em Minas e Goiás, há concorrência alta por insumos, principalmente durante a entressafra, o que dificulta o planejamento de compras e o controle de margem.
E, claro, não podemos deixar de citar os desafios climáticos. No Centro-Oeste, por exemplo, há chuvas irregulares e períodos de alta temperatura. Já na Região Sul há estiagens severas, que reduzem a oferta de forragem e aumentam a dependência de sistemas intensivos.
🐂 Leia também — TGC: Como o confinamento se beneficia de um sistema de gestão eficiente?
A localização da fazenda influencia, mas é a qualidade da gestão que determina os resultados. E quando o assunto é confinamento de gado, a leitura de cocho é uma rotina que faz toda a diferença. Com ela, é possível entender o comportamento animal, ajustar o fornecimento e antecipar desvios na dieta.
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