Quais os principais desafios na gestão de um Boitel?
Você sabe o que está envolvido em uma gestão de um boitel? Esse sistema tem ganhado espaço na pecuária de corte no Brasil, sendo uma opção muito interessante para os produtores que buscam aumentar a produtividade sem precisar manter uma infraestrutura própria.
Porém, por mais que seja um sistema muito atraente pela flexibilidade e pela economia gerada, a gestão de um boitel tem diversos desafios que precisam de atenção redobrada.
Hoje, a PONTA explicará quais são esses desafios e também as vantagens de optar por esse modelo produtivo de bovinos de corte. Vamos conferir?
Os principais desafios na gestão de um boitel
O boitel funciona como se fosse um “hotel para bois”, onde o pecuarista paga pela hospedagem e engorda de seus animais em uma estrutura de confinamento terceirizada. É um modelo que elimina a necessidade de investir em infraestrutura própria e ajuda o produtor a focar em outras etapas da criação.
Mas, na prática, há muitos desafios para quem gerencia um boitel, principalmente porque requer habilidade de coordenação, planejamento e acompanhamento. Isso acontece devido à necessidade de administrar vários animais de diversos produtores, diferentes dietas alimentares e logísticas de insumos.
Esses desafios vão desde fatores nutricionais até questões contratuais e logísticas. Nesse sentido, os gestores precisam equilibrar as expectativas dos clientes com a realidade biológica dos animais, considerando que cada lote é diferente e tem suas características.
1. Desafio nutricional
O manejo alimentar é um dos maiores desafios na operação de um boitel. A nutrição é responsável por aproximadamente 70 a 80% dos custos operacionais e é determinante para o ganho de peso e a qualidade da carcaça.
Aqui, entra a tarefa de formular dietas que aumentam o desempenho dos animais dentro de limites econômicos aceitáveis. E o que isso inclui? Veja:
- Balanceamento entre volumoso e concentrado;
- Adaptação gradual dos lotes recém-chegados;
- Ajustes conforme o desenvolvimento dos animais;
- Prevenção de distúrbios metabólicos como acidose e timpanismo.
2. Desafio sanitário
Outro ponto de atenção é a concentração de animais em um espaço reduzido, aumentando os riscos sanitários no boitel. E o que isso gera? Doenças respiratórias, digestivas e infecciosas, que se espalham quando não existe manejo preventivo.
Os gestores passam dificuldades para:
- Elaborar protocolos de vacinação;
- Monitorar diariamente a saúde dos lotes;
- Identificar precocemente animais doentes;
- Prevenir a contaminação cruzada entre lotes.
3. Desafio financeiro e administrativo
A gestão financeira de um boitel também é uma situação complicada, pois exige um cuidado a mais e uma visão bem estratégica. O fluxo de caixa precisa comportar variações sazonais, tanto nos preços dos insumos quanto nas receitas, principalmente em modelos onde o pagamento está atrelado ao desempenho dos animais.
E quais são os principais aspectos financeiros que precisam de atenção? São eles:
- Controle diário dos custos de alimentação por lote;
- Projeção de desempenho e receitas futuras;
- Gestão de estoque de insumos e medicamentos;
- Planejamento tributário correto.
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As vantagens do sistema de boitel para a pecuária de corte
Por mais que existam desafios, o sistema de boitel também conta com vantagens competitivas para os produtores. Vale a pena conhecer esses benefícios para tomar decisões corretas na pecuária de corte. Confira quais são eles:
1. Vantagem econômica
Ao optar pela terceirização da engorda através do boitel, o pecuarista tem alguns benefícios como:
- Transformação de custos fixos em variáveis;
- Diluição de investimentos em estrutura e equipamentos;
- Acesso a tecnologias de ponta sem necessidade de adquiri-las;
- Previsibilidade nos custos de terminação.
O produtor que utiliza o boitel sabe antecipadamente o custo de terminação, o que diminui as incertezas financeiras. Em muitos casos, o valor da diária ou da arroba produzida é predefinido no contrato.
2. Vantagem operacional
Agora, do ponto de vista operacional, o boitel faz com que o pecuarista concentre sua energia em atividades mais estratégicas, delegando a fase de terminação a especialistas.
As principais vantagens operacionais incluem:
- Acesso a equipes técnicas especializadas;
- Liberação de áreas da propriedade para outras atividades;
- Redução na complexidade gerencial;
- Acesso a dados e relatórios sobre desempenho.
O gado de corte confinado em um boitel geralmente recebe acompanhamento técnico de nutricionistas, veterinários e zootecnistas. Em resumo, este tipo de estrutura profissional seria economicamente inviável para muitos produtores individuais.
💡 A Websérie “Modelos de Negócios em Confinamentos”, da PONTA, conta com 6 episódios sobre os riscos e benefícios desse modelo produtivo e como aumentar a rentabilidade através da adoção de tecnologias de gestão.
No 5º episódio, Neto Sartor, proprietário do confinamento Maximus Feedlot, explica quais são os modelos de contrato para confinamento terceirizado. Veja:
A gestão de um boitel tem muitos desafios e oportunidades que precisam ser entendidos por quem busca bons resultados nesse modelo de negócio. Como vimos, apesar dos desafios, existem muitas vantagens em relação à economia e questões operacionais.
O uso da tecnologia nesse sistema de gestão faz toda a diferença. O TGC (Tecnologia de Gestão de Confinamentos) da PONTA é um excelente exemplo de ferramenta que ajuda na gestão dos processos produtivos, administrativos e financeiros, padronizando a coleta de dados para tomadas de decisão mais precisas.
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