Os maiores confinamentos do Brasil em 2026: ranking completo

O confinamento brasileiro terminou 9,9 milhões de animais a cocho em 2025, conforme o Beef Report da Abiec. Desse total, 2.525.598 cabeças passaram por apenas 20 empresas: os maiores confinamentos do Brasil, reunidos na quinta edição do Ranking DBO Top 20 Confinadores. 

O maior confinamento do Brasil em 2025 foi a MFG Agropecuária, maior confinamento desde 2024, ocupando o topo do ranking por 3 anos consecutivos, com 322.980 animais terminados, seguida pelos Boitéis JBS, com 320.000, Grande Lago, Fazenda Conforto e RAS 3i. Juntas, as 20 empresas do ranking dos maiores confinamentos do Brasil terminaram 2.525.598 cabeças no ano. 

Aqui, você confere a lista completa e entende o que os números de 2025 revelam sobre a direção que a pecuária intensiva está tomando. 

Quais são os maiores confinamentos do Brasil? 

O ranking DBO de confinamentos considera o número de animais terminados em 2025 e traz também a projeção informada por cada empresa para 2026:  

1º lugar:  MFG Agropecuária: 322.980 cabeças em 2025, projeção de 255.000 para 2026 – Cliente da Ponta  

2º lugar: Boitéis JBS: 320.000 cabeças em 2025, projeção de 350.000 para 2026 – Cliente da Ponta  

3º lugar: Grande Lago: 192.000 cabeças em 2025, projeção de 217.000 para 2026 

4º lugar: Fazenda Conforto: 177.000 cabeças em 2025, projeção de 155.000 para 2026 

5º lugar: Campanelli: 131.356 cabeças em 2025, projeção de 150.000 para 2026 – Cliente da Ponta  

6º lugar: RAS 3i: 131.284 cabeças em 2025, projeção de 165.000 para 2026 – Cliente da Ponta  

7º lugar: Agrojem: 127.000 cabeças em 2025, projeção de 156.000 para 2026 

8º lugar: Grupo Frisa: 120.300 cabeças em 2025, projeção de 100.000 para 2026 

9º lugar: Better Beef: 120.000 cabeças em 2025, projeção de 120.000 para 2026 

10º lugar: Queiroz de Queiroz: 108.438 cabeças em 2025, projeção de 130.000 para 2026 – Cliente da Ponta 

11º lugar: Captar: 107.217 cabeças em 2025, projeção de 130.000 para 2026 

12º lugar:  Maximus: 96.993 cabeças em 2025, projeção de 110.000 para 2026 – Cliente da Ponta  

13º lugar: Carapreta: 94.370 cabeças em 2025, projeção de 118.458 para 2026 

14º lugar: Agro Gerações: 87.472 cabeças em 2025, projeção de 111.310 para 2026 

15º lugar: Real Beef: 83.544 cabeças em 2025, projeção de 94.544 para 2026 – Cliente da Ponta  

16º lugar: CMA: 81.100 cabeças em 2025, projeção de 90.000 para 2026 – Cliente da Ponta  

17º lugar: Abacaxi Quebrado: 61.732 cabeças em 2025, projeção de 80.000 para 2026 – Cliente da Ponta  

18º lugar: LF Pec: 55.805 cabeças em 2025, projeção de 60.000 para 2026 – Cliente da Ponta  

19º lugar: Chaparral: 54.607 cabeças em 2025, projeção de 62.000 para 2026 

20º lugar: Frigoestrela: 53.756 cabeças em 2025, projeção de 75.000 para 2026 – Cliente da Ponta  

O total soma 2.525.598 animais terminados em 2025, com projeção de 2.729.312 para 2026. 

Vale uma ressalva de leitura: os dados são coletados por questionário e a participação é voluntária. Nesta edição, a JBJ Agropecuária optou por ficar de fora. Como havia relatado 244.697 animais no levantamento anterior, sua ausência puxa o total apurado para baixo: com ela, o número chegaria a 2.770.295 cabeças. A empresa de confinamentos da Família Villela, controladora do Grupo Minerva, também não participou. 

O que os números revelam sobre os maiores confinamentos do Brasil 

Os 20 maiores confinamentos terminaram 2.525.598 animais em 2025, contra 2.461.518 em 2024. A alta de 2,6% é modesta se comparada à projeção para 2026, de 2.729.312 cabeças, que representa crescimento de 8% em um único ano. O descompasso entre os dois números indica que boa parte da expansão prevista depende de movimentos já contratados: plantas em ampliação, arrendamentos fechados e giros adicionais planejados. 

Na ponta da tabela, a disputa foi decidida por margem estreita. A MFG Agropecuária liderou pelo terceiro ano consecutivo, mas terminou apenas 2.980 animais à frente dos Boitéis JBS. A empresa também é um bom retrato de como o ranking se move: após devolver duas unidades arrendadas, reduziu a capacidade de 150.000 para 101.000 cabeças e projeta terminar menos animais em 2026, enquanto se reestrutura para voltar com carga total no ano seguinte. 

Por que o número de giros mudou a lógica do confinamento 

Giro é o número de vezes que um confinamento ocupa e desocupa suas baias ao longo do ano. Capacidade estática mede quantos animais cabem de uma vez; giro mede quantas vezes esse espaço é reutilizado. Um confinamento com 40.000 cabeças de capacidade e três giros termina 120.000 animais no ano, mesmo tendo estrutura para um terço disso por vez. 

Essa diferença explica a ordem do ranking. A lista considera animais terminados, não tamanho de planta, e por isso empresas com estrutura menor aparecem à frente de outras maiores: a média brasileira gira 1,5 vez por ano, enquanto operações mais intensivas chegam a 2,5 ou mais. 

É justamente aí que está boa parte do crescimento projetado para 2026. Aumentar a capacidade estática exige investimento em curral, cocho e estrutura de trato. Aumentar o número de giros, não: exige encurtar o período de terminação sem perder acabamento, o que depende de dieta ajustada, sanidade sob controle e leitura precisa do desempenho de cada lote. 

O efeito prático é que a margem de erro diminui. Em um giro curto, uma semana perdida por consumo irregular ou problema sanitário compromete boa parte do ciclo. Quem roda três giros por ano sente esse desvio três vezes, e quase sempre descobre o tamanho do prejuízo apenas no fechamento, quando não há mais o que corrigir. 

A tecnologia por trás dos maiores confinamentos do Brasil 

Entre os 20 confinamentos do ranking, 11 utilizam tecnologia da Ponta na gestão de suas operações, incluindo os dois primeiros colocados: MFG Agropecuária e Boitéis JBS. A lista reúne ainda RAS 3i, Campanelli, Queiroz de Queiroz, Maximus, Real Beef, CMA, Abacaxi Quebrado, LF Pec e Frigoestrela. 

São operações de perfis bastante diferentes entre si. Há empresas que trabalham exclusivamente com gado próprio e outras que operam como boitel, com modalidades de diária, arroba produzida e parceria. Há unidades no interior paulista e no norte do Mato Grosso, dietas de alta energia e dietas de baixo volumoso. O que elas têm em comum não é o modelo de negócio: é a decisão de gerir a operação por dados em vez de estimativas. 

O TGC atua exatamente nesse ponto. A solução organiza a gestão de um confinamento inteiro, do animal que entra ao boi que sai, reunindo num só lugar contratos, nutrição, sanidade, desempenho e comercialização, com controle individual de cada animal. É a tecnologia de gestão de confinamento mais usada do mercado e que permite enxergar o desvio enquanto o lote ainda está confinado, e não só no fechamento. 

Você sabia? Em 2021, a DBO reconheceu Paulo Marcelo Dias, CEO da Ponta, como um dos profissionais que mais contribuíram para a evolução do confinamento no Brasil, na categoria Tecnologia. A homenagem integrou o “DBO The Best Mind, Confinamento no Brasil”, que reuniu 14 nomes escolhidos a partir do banco de dados da revista, de consultas a especialistas e da indicação dos próprios leitores. Foi dessa vivência dentro dos confinamentos que nasceu o TGC

Como levar essa gestão para o seu confinamento 

Chegar ao Top 20 exige escala, mas o princípio que sustenta essas operações vale para qualquer porte: medir o que entra no cocho, acompanhar o que o animal converte e decidir com base em dado, não em impressão. 

Fale com a equipe da Ponta e descubra como o TGC pode otimizar a alimentação, reduzir custos e aumentar a previsibilidade do seu confinamento. 

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