Automação da Ponta: da Fazenda Califórnia aos 500 caminhões
Em 2010, uma fazenda de confinamento passou a fabricar e fornecer a dieta do rebanho com cada etapa acompanhada por um sistema, da mistura na fábrica até o fornecimento no cocho. Dezesseis anos depois, essa mesma tecnologia roda em mais 500 caminhões de trato automatizados em confinamentos do Brasil.
Essa é a trajetória da Automação da Ponta Agro, a tecnologia de fabricação e trato de ração e que ajuda a entender como o confinamento brasileiro passou a tratar a dieta como dado.
Resposta rápida: Automação é a tecnologia de fabricação de ração e trato de bovinos de corte da Ponta Agro, com hardware e software 100% desenvolvidos pela empresa. Foi instalada pela primeira vez em 2010, na Fazenda Califórnia, dos irmãos Flor, ganhou velocidade a partir de 2018, com crescimento de mais de 172% no ano seguinte mantendo uma taxa acima de 35% ao ano, e hoje equipa mais de 500 caminhões automatizados.
Onde tudo começou: a Fazenda Califórnia
A primeira fazenda a automatizar a fabricação e o trato com a tecnologia da Ponta foi a Fazenda Califórnia, dos irmãos Flor, localizada em Goiás, em 2010. A experiência chamou atenção do setor cedo: em abril de 2011, a revista DBO dedicou uma reportagem à fazenda e às tecnologias que ela havia adotado.
O ponto de partida era uma pergunta de gestão. A dieta é formulada pelo nutricionista, mas precisa ser fabricada exatamente como foi planejada e chegar ao curral certo, na quantidade certa.
No artigo A história da tecnologia na pecuária não começou onde você imagina, Paulo Dias, CEO da Ponta, conta que, quando a empresa começou a medir esse processo nas operações que atendia, a eficiência real das fábricas de ração rodava perto de 60%. A automação nasceu para aproximar o que se formula do que o boi realmente come.
Da fabricação de ração ao cocho: o que a automação acompanha
Automação de fabricação e automação de trato cuidam de dois momentos diferentes da mesma dieta. A fabricação acontece na fábrica de ração e no vagão, onde os ingredientes são pesados e misturados. O trato acontece na linha de cocho, onde o caminhão entrega a dieta a cada curral.
A Automação da Ponta faz a fabricação e o trato, acompanhando as duas etapas em sequência.
Na fabricação:
- Um display informa ao operador o ingrediente, a quantidade e a ordem de carregamento;
- O peso é registrado durante o carregamento;
- A dieta só é liberada depois de cumprido o tempo de mistura.
No trato:
- A antena instalada no caminhão lê a identificação do curral na linha de cocho;
- Se o curral corresponde à ração fabricada, o fornecimento começa;
- Se não corresponde, o tratador é avisado;
- Ao final de cada curral, fica registrado o desvio entre o previsto e o realizado.
Hardware e software 100% Ponta
A Automação da Ponta Agro é uma tecnologia fabricada inteiramente pela empresa. Os componentes de hardware instalados na fábrica e nos caminhões e o software que registra cada etapa são desenvolvidos e fabricados pela própria Ponta.
Na rotina do confinamento, isso significa que equipamento e sistema evoluem juntos, projetados pela mesma equipe, e que o cliente conta com um único responsável pela tecnologia do começo ao fim da cadeia de fabricação e trato.
Você sabia? A automação conversa com o TGC (Tecnologia de Gestão em Confinamentos), a plataforma de gestão da Ponta. A formulação da dieta e a curva de consumo (ou previsão de consumo) é feita no TGC e orienta quanto fabricar e quanto fornecer, e a Automação da Ponta executa esse plano automatizando a coleta de dados de ponta a ponta. Em outras palavras, a Automação da Ponta digitaliza a rotina de nutrição, automatiza a coleta de dados e gerencia as informações de eficiência de todo o processo.
2018, o ano em que a curva mudou
A adoção da Automação da Ponta ganhou velocidade a partir de 2018, com crescimento 172% em relação ao ano anterior, mantendo um crescimento médio anual acima de 35%.
Dois movimentos reforçaram essa aceleração nos anos seguintes:
- A pandemia. A alta dos grãos encareceu a dieta, e quando o custo por quilo sobe, cada quilo fabricado fora da fórmula pesa mais na margem. Acompanhar a dieta da fábrica ao cocho passou a ter valor ainda mais direto no resultado. O custo alimentar é justamente a linha em que essa diferença aparece.
- O mercado chinês. A China se consolidou como principal destino da carne bovina brasileira, e a demanda aquecida pediu operações preparadas para produzir com escala e padrão. O texto sobre o que a China enxergou na pecuária brasileira aprofunda esse contexto.
500 caminhões, 16 anos depois
Da Fazenda Califórnia aos 500 caminhões, a Automação da Ponta acompanhou a transformação do confinamento em uma operação guiada por registro. Cada caminhão automatizado representa uma rotina diária de fabricação e trato em que a dieta planejada e a dieta entregue podem ser comparadas curral a curral.
Mas por que 500 caminhões merecem ser celebrados? Porque esse número não fica no pátio do confinamento. Ele chega à mesa. Juntos, esses caminhões representam:
- 3,75 milhões de cabeças atendidas pela automação de trato da Ponta;
- 5,4 milhões de toneladas de nutrição processadas a cada 90 dias;
- 31 milhões de brasileiros alimentados pela carne produzida com essa tecnologia.
O marco também confirma uma escolha feita lá no início: desenvolver dentro de casa todos os componentes da tecnologia, do equipamento ao software, para que eles trabalhem como um sistema só.
Se a sua operação quer fazer parte dessa trajetória, conheça a Automação da Ponta Agro e fale com a equipe da Ponta para entender como a fabricação e o trato automatizados se aplicam ao seu confinamento.
Perguntas frequentes
O que é a Automação da Ponta?
É a tecnologia da Ponta que faz a fabricação e o trato no confinamento, acompanhando a dieta desde a pesagem dos ingredientes na fábrica até a entrega em cada curral, com registro do previsto e do realizado.
Quando a Automação da Ponta foi instalada pela primeira vez?
Em 2010, na Fazenda Califórnia, dos irmãos Flor. Hoje são 500 caminhões automatizados.
Quem fabrica os componentes da Automação da Ponta?
A própria Ponta Agro. O hardware instalado na fábrica e nos caminhões e o software que registra as operações são desenvolvidos e fabricados pela empresa.
Qual a diferença entre automação de fabricação e automação de trato?
A fabricação garante que a mistura saia do vagão como foi formulada, com peso, ordem e tempo de mistura controlados. O trato garante que essa mistura chegue ao curral certo, na quantidade prevista.
Onde e como é feita a instalação da Automação da Ponta?
A instalação é feita pela Ponta, não vem de fábrica no caminhão. O hardware é montado no caminhão de trato e na fábrica de ração da própria operação, e o software é configurado para conversar com o TGC. Ou seja, a automação se aplica à estrutura que o confinamento já tem, sem precisar trocar de equipamento.
