Magno Batista: de estagiário a gerente de tecnologia, a trajetória de quem aprendeu que o melhor código é o que resolve o problema certo 

Gerente de Tecnologia da Ponta 

Mineiro de Sete Lagoas, cidade encravada a 70 quilômetros de Belo Horizonte onde lagoas urbanas convivem com um dos parques industriais mais diversificados do interior de Minas, Magno Batista cresceu cercado por uma cultura que valoriza tanto o trabalho quanto as relações de proximidade. Torcedor declarado do Cruzeiro, marido e pai de uma pequena de sete meses, Magno traz consigo a praticidade e a construção de confiança típica de suas origens.  

Formado em Engenharia de Controle e Automação pela Universidade Federal de Minas Gerais, Magno entrou na graduação com o olhar voltado para a robótica. Mas foi durante o curso que o desenvolvimento de software cruzou o caminho e mudou os planos. O que começou como curiosidade virou paixão, e a paixão virou profissão. Em 2011, entrou como estagiário na DTI Digital, quando a empresa mineira de desenvolvimento de software ainda estava nos primeiros anos de operação, recém-fundada em Belo Horizonte por um grupo de entusiastas do agilismo. De lá, não saiu por quase catorze anos. 

Da primeira linha de código à gestão de operações 

A DTI Digital nasceu em 2009 em Belo Horizonte como uma consultoria de tecnologia ancorada em práticas ágeis e, ao longo dos anos, tornou-se referência nacional em transformação digital, acumulando mais de mil especialistas, centenas de produtos desenvolvidos e uma aquisição pelo grupo britânico WPP em 2021. Magno viveu essa trajetória por dentro. 

Começou escrevendo código em C#, Java e JavaScript, foi promovido a engenheiro sênior e assumiu a liderança técnica de squads. Depois, desenhou arquiteturas de soluções em nuvem e, mais tarde, passou a gerenciar contas e operações inteiras. Cada degrau exigiu uma habilidade diferente: do domínio técnico profundo à capacidade de traduzir necessidades de negócio em entregas de software, e depois à gestão de pessoas, contratos e resultados. 

A passagem de desenvolvedor a gestor raramente é linear, e no caso de Magno não foi diferente.  Como arquiteto de soluções, entre 2018 e 2020, mergulhou em DevOps, computação em nuvem e desenho de soluções escaláveis. Foi o período em que aprendeu que a melhor arquitetura é aquela que resolve o problema do cliente, não a mais elegante no papel. 

Como Tech Manager a partir de 2020, assumiu squads multifuncionais, implementou ciclos de avaliação de desempenho e descobriu que liderar desenvolvedores exige mais escuta do que instrução. 

Como Account Manager, a partir de 2021, passou a cuidar do relacionamento com clientes estratégicos, negociando contratos e garantindo que a entrega técnica estivesse alinhada à expectativa de negócio. 

E como Operations Manager, de 2023 a 2025, coordenou a engrenagem que mantém múltiplos times rodando ao mesmo tempo, com eficiência operacional e sem perder a cultura de proximidade que sempre marcou a DTI. 

Por que a Ponta 

Quem constrói catorze anos de carreira dentro de uma mesma empresa não toma a decisão de sair por pouco. A virada veio quando Magno conheceu Paulo Dias e Marcelo Ribas, sócios da Ponta, e Cristina Ichiki, Diretora de Operações. O currículo dos três chamou atenção de imediato, assim como o alto nível de profissionalização do time como um todo.  

Na Ponta, é natural que os profissionais sejam mestres e doutores, um ambiente onde a excelência acadêmica convive com a aplicação prática no campo, algo raro de encontrar no agronegócio brasileiro, ou mesmo em qualquer outro setor. Para alguém que passou quase uma década e meia construindo soluções digitais para grandes empresas, perceber que a pecuária tinha esse grau de sofisticação interna foi o sinal de que ali havia um projeto sério. 

O desafio que trouxe para a mesa 

Como Gerente de Tecnologia, Magno chegou com uma missão que vai além de manter sistemas funcionando. O principal desafio está em amadurecer o nível de gestão e entendimento de tecnologia.  

Em um setor onde a porteira ainda é, muitas vezes, a fronteira entre o analógico e o digital, não basta entregar software: é preciso construir pontes de compreensão, traduzir o que a tecnologia pode fazer pela operação do pecuarista em linguagem que faça sentido dentro da fazenda. Significa cuidar da evolução dos produtos da companhia com o mesmo rigor que se cuida da experiência do usuário final, aquele produtor que nem sempre cresceu familiarizado com dashboards e indicadores digitais. 

Magno também não parou de estudar. Em 2025, iniciou um MBA em IA, Data Science e Big Data para Negócios pelo Ibmec, reforçando a convicção de que a próxima fronteira da pecuária de precisão passa, necessariamente, por dados e inteligência da informação.   

De fato, esse é o tipo de formação que não serve apenas ao currículo: serve à visão de que as soluções da Ponta precisam estar em evolução constante, apoiando o pecuarista a tomar decisões melhores todos os dias. 

O profissional por inteiro 

De estagiário em Belo Horizonte a Gerente de Tecnologia na Ponta, a trajetória de Magno Batista é a de alguém que entende que crescer profissionalmente e crescer como pessoa são movimentos inseparáveis. A mesma persistência que o manteve por quase catorze anos em uma única empresa é a que agora direciona para transformar a forma como a pecuária brasileira se relaciona com tecnologia. E se o Cruzeiro ensinou alguma coisa a esse mineiro, é que resiliência não é opcional. 

Com a chegada do Magno, todos nós da Ponta saímos ganhando. Ter ao nosso lado um profissional com a bagagem técnica, a maturidade de gestão e a humanidade que ele traz é motivo de orgulho. Mais do que um Gerente de Tecnologia, ganhamos alguém que acredita no mesmo propósito que nos move: colocar inteligência e eficiência a serviço de quem produz. Bem-vindo, Magno! 

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