Raças testadas para Eficiência Alimentar: veja quais são! 

A Eficiência Alimentar está entre as características econômicas mais relevantes no melhoramento genético de bovinos e se tornou estratégica para quem quer se diferenciar no mercado. Dentro das raças testadas, identificar e multiplicar os animais mais eficientes é o que realmente eleva o nível do plantel. Para quem busca produzir genética de alto valor, não basta participar das avaliações é preciso selecionar, na raça utilizada no rebanho, aqueles indivíduos que entregam desempenho comprovado e vantagem competitiva consistente. 

Aqui, você encontra o panorama completo das raças testadas e cruzamentos já avaliadas em provas de Eficiência Alimentar com a tecnologia Intergado Efficiency e o que isso significa na prática para quem quer produzir animais que se destacam no mercado. 

O que é uma Prova de Eficiência Alimentar e por que ela importa no melhoramento genético  

Em uma Prova de Eficiência Alimentar se mede a capacidade do animal de converter alimento em desempenho. Nesse cenário, requisitos como a conversão alimentar (quantidade de alimento consumido necessário para ganhar 1 kg de peso) e o consumo alimentar residual, ou CAR (diferença entre o consumo real e o consumo esperado para determinado ganho de peso) são avaliados.  

Para criadores e centrais de biotecnologia, produzir animais de alto desempenho geneticamente para Eficiência Alimentar significa agregar valor comercial significativo, uma vez que animais com DEPs (Diferença Esperada na Progênie) favoráveis para Eficiência Alimentar são altamente valorizados, pois geram progênies que economizam recursos.  

Veja também: Melhoramento Genético: 6 requisitos fundamentais das Provas de Eficiência Alimentar 

Essa avaliação se traduz em economia real para quem compra essa genética, tornando esses animais mais competitivos no mercado. Abaixo, confira as raças testadas!  

Raças testadas: zebuínas e a liderança Nelore  

A grande maioria dos animais testados para Eficiência Alimentar com o Intergado Efficiency são da raça Nelore, refletindo a predominância dessa raça nos programas de melhoramento brasileiro. 

Nelore: o maior banco de dados 

O Nelore não lidera apenas em volume de animas e raças testadas. Ele concentra hoje o maior e mais consistente banco de dados de Eficiência Alimentar da pecuária tropical no mundo. São milhares de animais avaliados ao longo dos anos, o que dá às predições genômicas um alto nível de confiabilidade estatística. 

Na prática, isso significa mais segurança na decisão. Ao selecionar animais com DEP favoráveis para Eficiência Alimentar dentro da raça, o progresso genético da raça irá impactar toda a cadeia pecuária, chegando até os rebanhos comerciais e viabilizando o aumento da lucratividade do sistema, seja ele a pasto ou em confinamento.  

Essa concentração de informações no Nelore reflete a própria estrutura do melhoramento genético no Brasil. A raça reúne dezenas de programas consolidados, uma cultura forte de avaliação entre criadores e, sobretudo, forma a base genética da maior parte das fazendas comerciais do país, por meio de matrizes. 

Demais raças avaliadas pelo Intergado Efficiency 

Além do Nelore, outras importantes raças realizam teste de Eficiência Alimentar com a tecnologia Intergado Efficiency, permitindo que criadores dessas raças também produzam genética diferenciada: 

Gir: Originária da Índia, da região de Kathiawar, destaca-se pela docilidade, facilidade de manejo e boa habilidade materna. As avaliações são realizadas em rebanhos que focam também na eficiência da produção leiteira, adaptada aos trópicos. 

Sindi: De origem indiana, da região do Rio Indus, reconhecido pelo porte menor e grande rusticidade. Destaca-se pela precocidade sexual, facilidade de parto e excelente habilidade materna.  

Guzerá: Outra raça indiana, originária da região de Gujarat, com estrutura corporal robusta e boa capacidade de ganho de peso, com habilidades de dupla aptidão.  

Tabapuã: Raça brasileira desenvolvida a partir do cruzamento entre zebuínos, com predominância de sangue Nelore e Guzerá, selecionada para máxima adaptação ao cerrado brasileiro. Mocha natural, alia rusticidade excepcional à boa capacidade de ganho de peso, sendo especialmente valorizada em sistemas a pasto. 

Brahman: Desenvolvida nos Estados Unidos a partir de raças zebuínas indianas (principalmente Nelore, Gir e Guzerá), destaca-se pela tolerância ao clima, resistência a parasitas e excelente ganho de peso em pastagens tropicais. 

Charolês: Raça francesa originária da região de Charolles, reconhecida pela excepcional musculosidade, estrutura óssea forte e alto rendimento de carcaça. Especialmente apreciado em cruzamentos industriais para agregar estrutura e rendimento de carcaça. 

Angus: Originária da Escócia, reconhecida mundialmente pela qualidade superior da carne, especialmente pelo marmoreio que confere maciez e sabor diferenciados, também se destaca pela precocidade sexual e excelente habilidade materna. 

Senepol: Desenvolvida nas Ilhas Virgens Americanas a partir do cruzamento entre N’Dama (raça africana) e Red Poll (raça inglesa), combina adaptação tropical com genética taurina. Destaca-se pela tolerância ao calor superior às demais raças taurinas, resistência a parasitas e excelente temperamento, sendo opção interessante para regiões tropicais que buscam qualidade de carne taurina. 

Brangus: Desenvolvida nos Estados Unidos na década de 1930, combina 5/8 de sangue Angus com 3/8 de Brahman. O objetivo foi aliar qualidade de carcaça e marmoreio do Angus com a rusticidade e tolerância ao calor do Brahman.  

Montana: Raça composta que combina diversas raças taurinas e zebuínas para otimizar características produtivas. Essa raça se destaca pela versatilidade e capacidade de adaptação a diferentes sistemas de produção.  

Cruzamentos com validação 

Alguns cruzamentos específicos também já realizaram provas de Eficiência Alimentar: 

  • Brahmanel: Cruzamento entre Brahman e Nelore 
  • Sindinel: Combinação de Sindi com Nelore 
  • Guzonel: Cruzamento Guzerá x Nelore  
  • Tabanel: União de Tabapuã e Nelore 

A importância do volume de dados para as raças testadas  

Quanto mais animais avaliados, mais precisa se torna a predição genética. A raça Nelore, por exemplo possui dezenas de programas estruturados, com cultura consolidada entre criadores de utilizar ferramentas como DEPs e avaliações genômicas. 

É importante esclarecer que menor volume de dados não significa menor qualidade ou menor utilidade da informação. As provas de eficiência alimentar realizadas com a tecnologia Intergado Efficiency possuem validação científica consistente e fornecem informações genéticas valiosas que fomentam o progresso genético das raças.  

Dessa forma, a tendência para os próximos anos é de equalização gradual. Com mais criadores de diferentes raças adotando testes de Eficiência Alimentar, o banco de dados dessas raças tende a crescer, aumentando ainda mais a confiabilidade das predições. 

Raças testadas: como escolher?  

A decisão sobre qual raça testar deve considerar diversos fatores: 

Foco do programa: Avalie a maior quantidade de animais da raça ou cruzamento que você trabalha. Os resultados serão diretamente aplicáveis ao seu plantel e dependem da intensidade de seleção aplicada. 

Demanda do mercado: Apresente resultados técnicos confiáveis para diferenciar seus animais.  Pecuaristas que realizam contas de investimento e lucratividade, enxergam facilmente o valor da eficiência alimentar. 

Volume de dados disponível: Raças com mais animais testados oferecem predições com maior confiabilidade. Este é um ponto a considerar ao fomentar as avaliações junto às associações de raças. 

Integração com outras características: Eficiência Alimentar deve ser avaliada junto com outras características econômicas (crescimento, precocidade, carcaça, fertilidade). Índices econômicos que combinam múltiplas características são mais efetivos. 

Custo-benefício: Avalie o investimento em testes versus o retorno esperado em valorização da genética produzida. Programas que vendem animais de alto valor agregado tendem a ter melhor retorno. 

Leia também: Eficiência Alimentar: Como produzir mais com menos 

Para onde caminha a avaliação da Eficiência Alimentar 

A avaliação genética para Eficiência Alimentar não é estática. Ela avança à medida que novas informações entram no sistema. Raças que hoje ainda têm menor representatividade tendem a ampliar o número de animais testados, fortalecendo suas bases de dados. Nos próximos anos, é natural que outras raças e diferentes composições genéticas sejam incorporadas, ampliando as possibilidades dentro dos programas de melhoramento. 

O movimento também aponta para uma análise cada vez mais integrada, inclusive entre raças, por meio das avaliações genéticas multi raciais. Nesse contexto, raças com menor quantidade de animais avaliados, se beneficiam daquelas que testam mais, e a mais tempo. Assim, a Eficiência Alimentar deixa de ser observada isoladamente e passa a compor índices econômicos que reúnem múltiplas características de impacto direto no resultado financeiro. Em programas de melhoramento genético animal mais avançados, essa visão já é realidade. 

Outro fator decisivo é a queda no custo da genotipagem. Com mais animais avaliados genomicamente, cresce a acurácia das predições e a segurança das decisões. E, à medida que o pecuarista comercial percebe o efeito econômico de usar genética eficiente, animais com DEPs favoráveis tendem a ganhar valorização no mercado. 

Portanto, o caminho é claro: mais dados, mais precisão e decisões cada vez mais orientadas por retorno econômico. 

Conclusão 

Como você pode notar, o Intergado Efficiency oferece tecnologia capaz que avaliar diversas raças para eficiência alimentar atualmente são 11 raças já testadas (e 4 cruzamentos validados), e, muito embora o Nelore represente a maioria dos animais testados e possua o banco de dados mais robusto, todas as raças disponíveis no sistema possuem validação científica consistente e fornecem informações genéticas confiáveis para programas de melhoramento. 

Portanto, a escolha da raça a testar deve considerar primariamente o foco do seu programa de melhoramento genético animal. O importante é agregar essa característica econômica ao seu plantel e comunicar esse diferencial ao mercado. 

Para criadores de raças com menor volume de dados, o momento é oportuno: quanto mais cedo você começar a testar e selecionar para eficiência, mais rápido construirá vantagem competitiva no mercado. E à medida que mais criadores da sua raça adotam a mesma prática, o banco de dados cresce e as predições ficam ainda mais precisas, beneficiando todo o programa. 

Próximos passos: 

Quer agregar Eficiência Alimentar ao seu programa de melhoramento? Entre em contato com a equipe Ponta para conhecer o Intergado Efficiency. 

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