Exportação de carne bovina: o que o Brasil está fazendo para continuar crescendo 

O Brasil encerrou 2025 com o maior volume de exportação de carne bovina da história: 3,5 milhões de toneladas embarcadas, receita de US$ 18,03 bilhões e presença em mais de 170 países. Os dados são da ABIEC, compilados a partir do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e colocam o Brasil na liderança mundial, à frente dos Estados Unidos pela primeira vez. 

Conforme os dados, são três anos de recordes consecutivos com um crescimento de 135% no valor da exportação de carne bovina na última década. Mercados novos se abrindo no mundo árabe, na África do Norte e na Ásia. 

A pergunta que fica é:como sustentar essa liderança e o que o pecuarista precisa fazer para estar dentro dela? Entenda abaixo!  

O Brasil no topo do mercado global de carne bovina 

A trajetória da exportação de carne bovina brasileira nos últimos anos não deixa margem para dúvida: o setor vive um ciclo de expansão consistente. 

Em 2024, o Brasil exportou 2,89 milhões de toneladas, crescimento de 26% em relação ao ano anterior. Em 2025, o salto foi ainda maior: 3,5 milhões de toneladas, alta de 20,9%, com receita que subiu 40,1%, de US$ 12,8 bilhões para US$ 18,03 bilhões. 

A China mantém a liderança como principal destino, responsável por 48% do volume total exportado: 1,68 milhão de toneladas em 2025, crescimento de 22,8% em relação ao ano anterior. Na sequência, aparecem os Estados Unidos (271,8 mil toneladas, +18,3%), Chile, União Europeia, Rússia e México. 

Mas o dado que merece atenção especial é o da União Europeia: crescimento de 132,8% em volume em apenas um ano. Isso reflete a retomada da Cota Hilton, o contingente tarifário europeu para carne bovina de alta qualidade, e sinaliza um mercado mais exigente, mas também mais rentável. 

Além dos destinos tradicionais, novos mercados emergiram com força: Argélia (+292,6%), Egito (+222,5%) e Emirados Árabes Unidos (+176,1%). A diversificação geográfica se mostrou estratégica quando os EUA impuseram tarifas adicionais sobre a carne bovina brasileira em 2025: o setor absorveu o impacto e continuou crescendo. 

O que explica o crescimento da exportação de carne bovina brasileira? 

Escala é parte da resposta. O Brasil produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano e exporta aproximadamente 30% disso, com capacidade de aumentar esse percentual sem comprometer o abastecimento interno. 

A infraestrutura logística também foi decisiva para sustentar o volume de exportação de carne bovina. Só o Porto de Santos movimentou 1,7 milhão de toneladas em 2025, um crescimento de 13,3%. Enquanto o Porto de Paranaguá cresceu 46,5%, consolidando-se como o maior corredor de exportação de proteína animal congelada do país. 

Há ainda o trabalho de sanidade animal, rastreabilidade e abertura de mercados conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em parceria com o setor privado. Novos mercados conquistados significam mais destinos disponíveis e menor dependência de um único comprador. 

Mas existe um fator que raramente aparece nos títulos, e que está por trás de cada tonelada embarcada: a capacidade de comprovar o que foi produzido. 

Não é só carne: a genética bovina brasileira também é exportada 

Não é só a carne que viaja: a genética bovina brasileira também tem alta demanda no mercado internacional. Segundo a Asbia, em parceria com o Cepea/Esalq-USP, a produção nacional de sêmen bovino superou 13 milhões de doses no primeiro semestre de 2025, crescimento de 15,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.  

No acumulado do ano, foram comercializadas cerca de 19 milhões de doses no país, contra 17,5 milhões em 2024. A genética brasileira, especialmente de raças zebuínas adaptadas ao trópico, já chega a mais de 30 países, incluindo a Índia, que multiplicou por 16 vezes suas importações de material genético brasileiro nos últimos anos. Em 2025, o Brasil abriu 15 novos mercados especificamente para genética bovina, segundo dados do Ministério da Agricultura. Esse movimento reforça um ponto central: a competitividade da pecuária brasileira não está apenas no volume de carne embarcada, mas também na base genética que sustenta a qualidade do rebanho. 

O que o mercado exige em troca 

Exportação de carne bovina hoje não é só uma questão de ter volume e preço competitivo. Os mercados que pagam melhor, e que crescem mais rápido, têm exigências que vão muito além da porteira. 

A China, principal destino do Brasil, tem protocolo próprio de rastreabilidade para importar carne bovina. Não basta o SISBOV: o país exige histórico individual do animal, controle de sanidade, comprovação de movimentações e documentação auditável em todas as etapas. 

A União Europeia, via Cota Hilton, só aceita carne de animais com origem comprovada, abate jovem documentado e padrões de alimentação verificáveis. É a cota que paga os maiores valores por tonelada, e o crescimento de 132,8% na exportação de carne bovina brasileira para a UE em 2025 mostra que o setor está conseguindo atender esse padrão. 

Os frigorificos que operam em protocolos de exportação bonificam produtores que entram nos programas de rastreabilidade. Não é mais um diferencial: é pré-requisito para negociar em certos circuitos. 

E há ainda o horizonte regulatório: o MAPA publicou em 2025 a Portaria SDA nº 1.331, que estabelece o PNIB (Programa Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos), pela qual a identificação individual passará a ser obrigatória de forma progressiva, com fase plena prevista para 2033. inclusive, a base informatizada centralizada para cumprimento do PNIB já começou a ser desenvolvida. 

Portanto, o ponto é simples: o pecuarista que produz bem, mas não documenta, não tem histórico organizado e não opera dentro dos protocolos fica de fora da mesa onde se discutem os melhores preços. 

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Rastreabilidade bovina: da fazenda ao mercado externo 

Implementar rastreabilidade no contexto atual exige mais do que boas intenções. É necessário um sistema que organize dados, gere documentação confiável, atenda aos diferentes protocolos exigidos por cada mercado e que faça isso de forma prática, no dia a dia da fazenda. 

É exatamente aqui que a Rastreabilidade GA, entra. 

A solução foi desenvolvida para o controle e monitoramento do ativo biológico (o boi) com foco nos requisitos de documentação, sanidade e movimentação dos protocolos Sisbov e China. É a solução mais recomendada pelas certificadoras para fazendas ERAS, e atende tanto pecuaristas que já operam em protocolos de exportação quanto aqueles que estão se preparando para entrar. 

Na prática, o sistema permite: 

  1. Registro individual de cada animal: categoria, raça, origem, histórico de evolução; 
  1. Controle de originação: rastreamento da origem do animal antes de entrar na fazenda, dentro dela e na saída, com verificação de data de liberação; 
  1. Gestão da sanidade: controle do histórico sanitário, respeito às carências de medicamentos e auditoria de processos; 
  1. Geração de comunicados e documentação: automatiza o que certificadoras e frigoríficos exigem, reduzindo erros e custo operacional. 

Dessa forma, o pecuarista que opera com a Rastreabilidade GA não só atende às exigências do Sisbov e do protocolo China: ele acumula um histórico individual de cada animal que tem valor concreto na hora de negociar, com acesso à Cota Hilton, bonificação de frigoríficos e dados para um balanço patrimonial mais preciso. 

E há o fator tempo. Quem começa a rastrear agora constrói histórico e quem deixar para começar na véspera da obrigatoriedade, começa do zero, sem o histórico que os mercados premium exigem ver. 

O pecuarista que está preparado sai na frente 

O Brasil tem vantagens estruturais que nenhum concorrente consegue replicar rapidamente: escala, clima, território, experiência na criação de zebuínos adaptados ao trópico e uma cadeia que foi se profissionalizando ao longo de décadas. 

Mas o mercado internacional não compra potencial: compra consistência, documentação e confiança. 

Os recordes de 2025 mostram que o setor como um todo está nesse caminho. A questão é: cada produtor individualmente também está? 

Para os mercados que mais crescem, como China, União Europeia e mundo árabe, a resposta vem dos dados. De um sistema que mostra de onde veio cada animal, o que recebeu, como foi manejado e quando foi vendido. 

Esse é o passaporte para o mercado de exportação de carne bovina que o Brasil está conquistando. 

Conheça a Rastreabilidade GA e veja como preparar sua fazenda para competir no mercado de exportação de carne bovina.  

CONTATO PONTA

Fontes: ABIEC / MDIC, dados de exportação de carne bovina 2024 e 2025. Ministério da Agricultura e Pecuária, PNIB (Portaria SDA nº 1.331/2025). Agência Gov, infraestrutura portuária e exportação bovina 2025. 

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