Boi saudável, rebanho produtivo: a função do exame andrológico nas estações de monta

Na pecuária, uma verdade é certa: se o produtor não estiver atento à saúde dos animais, o prejuízo financeiro será grande. Isso é ainda mais preocupante durante as estações de monta, fase em que a eficiência reprodutiva define o rumo do ciclo produtivo. Quando o touro apresenta baixa fertilidade, diminui a taxa de prenhez, aumenta o intervalo entre partos e baixa a produtividade do rebanho.

É por isso que o exame andrológico é fundamental para quem quer aumentar os resultados na pecuária. Com ele, o produtor consegue identificar, com antecedência, falhas que prejudicam todo o planejamento da estação.

Neste conteúdo, vamos explicar os motivos pelos quais o exame andrológico é tão importante, como ele está diretamente ligado à sanidade do rebanho e de que forma algumas tecnologias como o ECO GA podem aumentar o padrão da pecuária de corte. Vamos saber mais? Continue a leitura!

Por que o exame andrológico é tão importante?

O exame andrológico é um procedimento realizado em touros antes da estação de monta, que avalia a capacidade reprodutiva do animal. É feito o diagnóstico dos testículos, próstata, vesículas seminais, avaliação do sêmen e verificação de doenças que afetam a fertilidade.

Apesar de parecer apenas uma questão de reprodução, o exame também é útil para indicar a saúde do rebanho. Isso porque a análise atua de forma preventiva a fim de evitar falhas na cobertura, descartar touros inférteis e ajudar no aumento da taxa de prenhez. Assim, o produtor consegue ter um rebanho mais uniforme, produtivo e lucrativo.

Além da parte reprodutiva, há também o exame de sanidade, que verifica se o boi apresenta doenças como brucelose, tricomoníase e campilobacteriose. Todos esses, por exemplo, afetam diretamente a taxa de concepção e, se não forem diagnosticadas a tempo, espalham-se pelo plantel.

E os dados do report da PONTA realmente comprovam a importância de uma abordagem preventiva: de 2019 para 2022, o custo sanitário por cabeça no Centro-Oeste praticamente dobrou, passando de R$5,46 para R$11,83. Quando não existe estratégia no manejo sanitário, o custo de produção sobe e a margem de lucro encolhe.

Diminuição de prejuízos e ganho de eficiência com prevenção

A falha de um único touro pode causar prejuízos em diversas matrizes. Na prática, isso significa menos bezerros, menor produção e situações preocupantes que demoram um ciclo inteiro para serem revertidas. Por isso, o exame andrológico deve ser encarado sempre como um investimento.

A partir do momento que você aplica o exame como parte da rotina de pré-estação, diminui os riscos e possibilita agir com antecedência. Um touro identificado com baixa motilidade espermática ou alterações morfológicas no sêmen pode ser descartado ou tratado antes de ser utilizado. 

O exame de sanidade do boi, quando feito com a análise andrológica, melhora ainda mais os resultados. Com ele, fica mais fácil identificar focos de infecções, lesões ou desequilíbrios metabólicos que afetam o desempenho. A combinação desses exames é ótima para o planejamento reprodutivo e para a previsibilidade nos índices de prenhez.[

Qual o melhor momento para fazer o exame andrológico

o exame andrológico precisa entrar na rotina do rebanho como decisão estratégica, não como “checagem de última hora”. Quando a gente organiza isso em calendário, o ganho é claro: menos surpresa na estação e mais segurança no uso do touro.

Pensando de forma prática, o melhor momento é de 60 a 90 dias antes do início da estação de monta. Esse intervalo não é aleatório. A espermatogênese do touro leva, em média, 60 dias. Então, se aparecer qualquer alteração no exame, ainda existe tempo para corrigir manejo, tratar algum problema ou, se for o caso, substituir o animal sem comprometer a estação.

Funciona mais ou menos assim ao longo do ano:

Para quem trabalha com estação de monta tradicional (outubro a janeiro), o ideal é realizar os exames entre julho e agosto.
Em sistemas com monta antecipada (agosto a novembro), o exame precisa acontecer entre maio e junho.
Já em rebanhos que usam monta o ano todo, a recomendação é estabelecer uma rotina fixa: exame anual obrigatório, sempre na mesma época, e repetir sempre que o touro passar por doença, perda de condição corporal ou período prolongado de inatividade.

Além do calendário “ideal”, vale respeitar alguns pontos de manejo que fazem diferença no resultado. Evite examinar touros logo após transporte longo, estresse intenso, vacinação pesada ou mudanças bruscas de dieta. O exame reflete o que aconteceu com o animal nas semanas anteriores, então fazer na véspera da estação pode dar uma falsa sensação de segurança.

Em resumo: se o touro entra na estação em outubro, o exame tem que acontecer no meio do ano. Exame em cima da hora não é prevenção, é aposta. Quando o andrológico entra no calendário, ele deixa de ser custo e vira seguro reprodutivo.

Passo a passo para uma estação de monta produtiva

Uma estação de monta produtiva não começa quando o touro entra no lote. Ela começa meses antes, com planejamento, ajuste fino de manejo e decisão baseada em dado. Quando cada etapa é respeitada, a taxa de prenhez deixa de ser sorte e passa a ser consequência.

O primeiro passo é definir a estação. Estabelecer data de início e fim, alinhada ao regime de chuvas, oferta de pasto e objetivo do sistema. Estação curta força eficiência: concentra partos, facilita manejo e deixa claro quem emprenha e quem não emprenha.

Depois vem a preparação das matrizes. Vacinação em dia, controle sanitário, escore de condição corporal ajustado e categoria bem definida. Vaca magra não emprenha, novilha mal preparada atrasa o sistema inteiro. Aqui, o foco é chegar ao início da estação com fêmeas ciclando.

Em paralelo, entra a preparação dos touros. Exame andrológico feito com antecedência, avaliação de casco, aprumos, condição corporal e histórico de uso. Touro só “parece bom” até falhar na estação. O exame tira a dúvida antes que ela vire prejuízo.

O quarto passo é dimensionar corretamente o uso do touro. Respeitar proporção touro:vaca, idade do animal, experiência e tamanho dos lotes. Exigir demais de um touro jovem ou subestimar a carga de um lote grande é erro clássico que derruba prenhez sem dar sinal claro.

Na sequência, vem o manejo durante a estação. Observação de cio, movimentação mínima dos lotes, água e sal bem posicionados, pasto adequado. Estação produtiva é silenciosa: quanto menos estresse, melhor o resultado. Aqui, o erro é “mexer demais” achando que está ajudando.

Encerrada a estação, entra um dos passos mais ignorados: avaliar o resultado. Diagnóstico de gestação no tempo certo, identificação das vazias e tomada de decisão rápida. Vaca vazia custa caro. Quanto mais cedo você sabe, mais cedo corrige rota.

Por fim, o passo que fecha o ciclo: usar os dados para a próxima estação. Taxa de prenhez por lote, desempenho de touros, categoria das fêmeas, falhas recorrentes. Estação produtiva não se repete por acaso. Ela se constrói com histórico, ajuste e aprendizado.

Dessa forma, estação de monta eficiente segue uma lógica simples: planejar antes, executar com disciplina e corrigir depois. Quem pula etapa costuma pagar na taxa de prenhez. Quem respeita o passo a passo transforma reprodução em resultado previsível.

A integração da tecnologia para facilitar a gestão produtiva

Quando você conta com ferramentas tecnológicas, torna-se mais poderosa a integração do exame andrológico à gestão produtiva. O ECO GA da PONTA é um exemplo perfeito disso. Ele é a solução de gestão mais usada no Brasil em pecuária a pasto.

Desse modo, o produtor consegue:

  • Registrar os exames andrológicos por animal;
  • Cruzar dados reprodutivos com os históricos nutricional e sanitário;
  • Monitorar o desempenho do rebanho ao longo das estações de monta;
  • Planejar coberturas mais eficientes com base em dados concretos.

🐂 Leia também — Melhoramento genético e Eficiência Alimentar: o caminho para rebanhos mais produtivos e rentáveis 

É fato que a produtividade da pecuária começa com um rebanho saudável, e a saúde reprodutiva dos touros é importantíssima. O exame andrológico, juntamente ao exame de sanidade do boi, é fundamental para diminuir prejuízos, melhorar a eficiência da estação de monta e aumentar a lucratividade da atividade.

Ao integrar esses cuidados ao uso de tecnologias como o ECO GA da PONTA, o pecuarista conquista mais profissionalismo e rentabilidade. 

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